Split payment: 5 ajustes que sua empresa precisa fazer no fluxo de caixa

Split payment: 5 ajustes que sua empresa precisa fazer no fluxo de caixa
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TEMPO DE LEITURA: 7 MINUTOS

Com o split payment, parte do valor pago pelo cliente vai direto para o tributo e não passa pelo caixa. Veja 5 ajustes práticos, do fim da projeção pelo valor bruto ao teste que revela se a empresa usa imposto como capital de giro.

O split payment deve mudar uma percepção importante dentro das empresas: faturar não será o mesmo que ter aquele valor disponível em caixa.

Com a Reforma Tributária, a legislação prevê que o IBS e a CBS possam ser segregados no momento da liquidação financeira da operação. Na prática, parte do valor pago pelo cliente poderá seguir diretamente para o recolhimento tributário, reduzindo o montante que efetivamente entra no caixa da empresa.

Para o empresário, o principal desafio não será apenas tributário. Será financeiro.

Por isso, a preparação deve começar pelo fluxo de caixa.

1. Pare de projetar o caixa pelo valor bruto das vendas

Se sua empresa vende R$ 100 mil em determinado período, isso não significa que R$ 100 mil estarão disponíveis para pagar fornecedores, folha e demais despesas.

O planejamento financeiro deve passar a considerar o valor líquido esperado após tributos, taxas financeiras e demais retenções.

A projeção de caixa precisa responder uma pergunta simples:

quanto dessa venda realmente ficará disponível para a operação?

2. Descubra se sua empresa utiliza imposto como capital de giro

Hoje, muitas empresas recebem o valor integral das vendas e recolhem os tributos alguns dias ou semanas depois.

Durante esse intervalo, o dinheiro permanece na conta.

Se a empresa utiliza esse valor para pagar despesas correntes e depois recompõe o caixa quando o imposto vence, existe uma dependência financeira que precisa ser identificada.

Com o split payment, essa folga tende a diminuir.

O melhor teste é simular:

se o valor do IBS e da CBS fosse retirado no momento do recebimento, minha empresa conseguiria manter seus pagamentos normalmente?

Se a resposta for não, o problema não está no split payment. Ele apenas está revelando uma fragilidade de capital de giro que já existe.

3. Reveja o ciclo financeiro

Empresas que pagam rápido e recebem devagar tendem a sentir mais qualquer redução na disponibilidade imediata de caixa.

Por isso, vale revisar:

  • prazo médio de recebimento dos clientes;
  • prazo médio de pagamento dos fornecedores;
  • nível de estoque;
  • parcelamentos concedidos;
  • antecipação de recebíveis;
  • reserva mínima de caixa.

Um prazo adicional negociado com fornecedor ou uma redução no prazo concedido ao cliente pode ter mais efeito sobre o caixa do que simplesmente cortar pequenas despesas.

4. Crie uma reserva mínima de liquidez

Empresas que trabalham com o saldo bancário muito próximo de zero ficam mais expostas a qualquer mudança no ciclo financeiro.

Uma preparação prudente é criar uma política de caixa mínimo.

Esse valor deve considerar despesas essenciais, oscilações de recebimento e eventuais diferenças entre o valor previsto e o valor efetivamente disponibilizado após a liquidação das operações.

O objetivo é reduzir a necessidade de recorrer a crédito emergencial.

5. Integre financeiro, fiscal e contabilidade

Com a implementação da Reforma Tributária, a gestão financeira tende a depender cada vez mais das informações fiscais.

Documento fiscal, recebimento, IBS, CBS, créditos e conciliação financeira estarão mais conectados.

Por isso, empresas que trabalham com informações espalhadas entre planilhas, extratos bancários e sistemas desconectados terão mais dificuldade para entender o próprio caixa.

O empresário precisa conseguir enxergar rapidamente:

quanto vendeu, quanto recebeu, quanto foi destinado aos tributos e quanto realmente ficou disponível.

O ponto central: simule o split payment antes da implantação

O split payment não deve ser analisado apenas como uma mudança na forma de recolher impostos.

Para muitas empresas, ele representa uma mudança na velocidade com que o dinheiro deixa de estar disponível no caixa.

Por isso, a melhor preparação não é esperar a implantação para descobrir o impacto.

É simular agora.

Pegue o fluxo de caixa dos últimos três ou seis meses, retire dos recebimentos a parcela que corresponderia ao IBS e à CBS e observe o resultado.

Se o caixa continuar saudável, a empresa provavelmente possui boa capacidade de adaptação.

Se aparecerem déficits frequentes, necessidade de antecipação ou dificuldade para pagar fornecedores, esse é o sinal de que o capital de giro precisa ser reorganizado.

A Reforma Tributária pode mudar a forma de recolhimento dos tributos, mas a responsabilidade continua sendo a mesma: o empresário precisa saber quanto dinheiro realmente pertence à operação e quanto apenas transita por ela.

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O ajuste 5 é o mais difícil de fazer com planilha, porque exige que o financeiro, o fiscal e o contábil olhem o mesmo dado. No Axidia, a emissão de NF-e, NFS-e e CT-e, o financeiro com fluxo de caixa e conciliação bancária, e a escrituração contábil ficam na mesma base de dados.

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Perguntas frequentes sobre split payment e fluxo de caixa

O que muda no caixa da empresa com o split payment?

A legislação prevê que o IBS e a CBS possam ser segregados no momento da liquidação financeira da operação. Parte do valor pago pelo cliente poderá seguir diretamente para o recolhimento tributário, reduzindo o montante que efetivamente entra no caixa. Faturar deixa de ser o mesmo que ter aquele valor disponível.

Posso continuar projetando o caixa pelo valor bruto das vendas?

Não. Vender R$ 100 mil em determinado período não significa que R$ 100 mil estarão disponíveis para pagar fornecedores, folha e demais despesas. O planejamento financeiro deve passar a considerar o valor líquido esperado após tributos, taxas financeiras e demais retenções.

Como descobrir se minha empresa usa imposto como capital de giro?

Pelo teste de simulação: se o valor do IBS e da CBS fosse retirado no momento do recebimento, a empresa conseguiria manter seus pagamentos normalmente? Se a resposta for não, o problema não está no split payment. Ele apenas está revelando uma fragilidade de capital de giro que já existe.

Quais itens do ciclo financeiro precisam ser revisados?

O prazo médio de recebimento dos clientes, o prazo médio de pagamento dos fornecedores, o nível de estoque, os parcelamentos concedidos, a antecipação de recebíveis e a reserva mínima de caixa.

Cortar despesas resolve o impacto do split payment?

Nem sempre é o que mais rende. Um prazo adicional negociado com fornecedor ou uma redução no prazo concedido ao cliente pode ter mais efeito sobre o caixa do que simplesmente cortar pequenas despesas.

Por que criar uma reserva mínima de liquidez?

Porque empresas que trabalham com o saldo bancário muito próximo de zero ficam mais expostas a qualquer mudança no ciclo financeiro. A política de caixa mínimo deve considerar despesas essenciais, oscilações de recebimento e eventuais diferenças entre o valor previsto e o efetivamente disponibilizado após a liquidação, reduzindo a necessidade de recorrer a crédito emergencial.

Como simular o impacto do split payment no fluxo de caixa?

Pegue o fluxo de caixa dos últimos três ou seis meses, retire dos recebimentos a parcela que corresponderia ao IBS e à CBS e observe o resultado. Se o caixa continuar saudável, a empresa provavelmente possui boa capacidade de adaptação.

O que significa se a simulação mostrar déficits?

Déficits frequentes, necessidade de antecipação ou dificuldade para pagar fornecedores são o sinal de que o capital de giro precisa ser reorganizado.

Por que integrar financeiro, fiscal e contabilidade agora?

Porque documento fiscal, recebimento, IBS, CBS, créditos e conciliação financeira estarão mais conectados. Empresas que trabalham com informações espalhadas entre planilhas, extratos bancários e sistemas desconectados terão mais dificuldade para entender o próprio caixa.

O split payment é apenas uma mudança na forma de recolher impostos?

Não. Para muitas empresas, ele representa uma mudança na velocidade com que o dinheiro deixa de estar disponível no caixa. A responsabilidade continua a mesma: o empresário precisa saber quanto dinheiro realmente pertence à operação e quanto apenas transita por ela.

Fontes oficiais

ESCRITO POR

Axidia · plataforma de gestão fiscal, financeira e de estoque.

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